O deputado Delegado Xerifão afirmou, “nosso objetivo não é punir ninguém de forma arbitrária, mas garantir que atos que perturbam o funcionamento de estabelecimentos e afetam cidadãos de bem sejam investigados com rigor. É fundamental que a Assembleia atue de forma ética e responsável.”

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de oitivas com testemunhas de defesa do deputado Renato Freitas (PT) em um dos sete processos que tramitam contra ele no colegiado. A denúncia, que corre sob o número SEI 24178-41/2025, acusa Freitas de quebra de decoro parlamentar devido à sua participação em um protesto em um supermercado de Curitiba.
A representação foi apresentada pelos deputados Tito Barichello (União) e outros parlamentares. Segundo a acusação, Freitas e apoiadores teriam impedido o funcionamento do estabelecimento da rede Super Muffato, retirando cestas de compras das mãos de clientes e criando um ambiente de tensão e insegurança, fatos que foram registrados em vídeo. O ato ocorreu em 25 de junho do ano passado e teve como motivação a morte de Rodrigo da Silva Boschen, de 22 anos, que havia sido acusado de furto.
O deputado Delegado Xerifão afirmou, “nosso objetivo não é punir ninguém de forma arbitrária, mas garantir que atos que perturbam o funcionamento de estabelecimentos e afetam cidadãos de bem sejam investigados com rigor. É fundamental que a Assembleia atue de forma ética e responsável.”
Nesta fase, cinco testemunhas indicadas por Freitas prestaram depoimento, incluindo Ronaldo Boschen, pai do jovem falecido, além de outros participantes do ato, membros dos partidos PCDB, PSOL representado pelo presidente Gabriel, PCBR e do Movimento UP. Todos partidos de esquerda, ligados ao referido deputado, afirmaram que o protesto foi pacífico, não comprometeu o funcionamento do supermercado e que não presenciaram atitudes violentas por parte do deputado.
Na reunião, também estiveram presentes os deputados Delegado Javovós (PL), Dr. Leônidas (CDN), Artagão Júnior (PSD), Márcia Huçulak (PSD) e Thiago Bührer (União), que substituiu Barichello na sessão, já que ele é autor da denúncia.
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Por Assessoria de Comunicação: Andrea Quadros
Foto: Alep