Para Xerifão, a resposta do Conselho de Ética deve ser firme para preservar a credibilidade da Assembleia Legislativa.

Na manhã desta terça-feira (28), o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa do Paraná se reuniu para dar andamento à representação protocolada pelo deputado estadual Delegado Tito Barichello (PL) e por outros três parlamentares (SEI 24178-41/2025), que acusa o deputado Renato Freitas de quebra de decoro parlamentar.
A denúncia está relacionada à participação de Freitas em um protesto realizado em um supermercado da rede Super Muffato, em Curitiba, no dia 25 de junho do ano passado. Segundo a representação, o parlamentar e apoiadores teriam impedido o funcionamento regular do estabelecimento, além de retirar cestas de compras das mãos de clientes, gerando um ambiente de tensão e insegurança.
Durante a reunião, o deputado Delegado Xerifão reforçou a defesa pela cassação do mandato de Renato Freitas, argumentando que a conduta atribuída ao parlamentar fere o decoro e compromete a imagem do Legislativo. Segundo ele, episódios como o registrado no supermercado não podem ser tolerados por um representante eleito. “Temos que trazer de volta a dignidade a esta Casa. E isso só será possível com a cassação do mandato do deputado Renato Freitas”, afirmou.
O parlamentar também destacou que a eventual punição teria caráter pedagógico, sinalizando à sociedade que atitudes consideradas incompatíveis com o exercício do mandato não serão aceitas. Para Xerifão, a resposta do Conselho de Ética deve ser firme para preservar a credibilidade da Assembleia Legislativa.
O parecer do relator foi pela suspensão do mandato por 30 dias, conforme artigo 11 do Código de Ética e Decoro Parlamentar. No entanto, a votação foi interrompida após um pedido de vista apresentado por um parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), o que adia a decisão final. “Eu preciso ainda repassar algumas questões”, justificou.
Com o pedido de vista concedido, a análise do caso foi interrompida e a decisão acabou sendo adiada, o que prolonga a tramitação no Conselho de Ética. Agora, o processo só deve retornar à pauta na próxima reunião, retardando uma definição sobre o caso.
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Por Assessoria de Comunicação: Andrea Quadros
Foto: Alep