Para o deputado Delegado Xerifão a sequência de ocorrências reforça a gravidade do caso e a necessidade de uma resposta institucional. “Não estamos diante de um fato isolado, mas de uma repetição de comportamentos que desrespeitam o Parlamento e a sociedade. O mandato não pode ser utilizado para promover conflito e desordem. Trata-se de reiteradas condutas que afrontam o decoro e a dignidade do mandato”, afirmou.

O deputado estadual Delegado Tito Barichello (União), líder do Bloco Parlamentar da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, protocolou na Casa uma representação por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Renato Freitas. A iniciativa pode resultar na abertura de processo ético-disciplinar e, em caso de condenação, na perda do mandato.
O caso teve origem em um vídeo divulgado por Freitas nas redes sociais no último dia 12 de março, gravado no calçadão da Rua XV de Novembro, no centro de Curitiba. Na gravação, o parlamentar relata uma suposta abordagem intimidatória por parte de policiais militares durante patrulhamento.
Na representação, o deputado Delegado Xerifão sustenta que as declarações atingem diretamente a Polícia Militar do Paraná e foram feitas sem comprovação. “As acusações foram divulgadas sem prévia apuração oficial ou apresentação de elementos concretos, gerando desgaste institucional e fragilizando a confiança da população nas forças de segurança”, afirma o deputado no documento.
Ele também foi enfático ao justificar o pedido mais severo previsto no Código de Ética. “Não se pode admitir que um parlamentar utilize seu mandato para imputar condutas gravíssimas a instituições públicas sem provas. Isso compromete não apenas a imagem da Polícia Militar, mas a própria credibilidade das instituições democráticas”, declarou Delegado Tito Barichello.
O parlamentar também aponta um histórico de episódios envolvendo Renato Freitas que, segundo a representação, indicariam um padrão de conduta incompatível com o decoro parlamentar. Entre os casos citados estão a invasão à sede da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, conflitos com servidores públicos, o episódio no supermercado Muffato, já alvo de outra representação, além de envolvimento em confronto físico em via pública e desentendimentos com integrantes do Conselho de Ética.
Para o deputado Delegado Xerifão a sequência de ocorrências reforça a gravidade do caso e a necessidade de uma resposta institucional. “Não estamos diante de um fato isolado, mas de uma repetição de comportamentos que desrespeitam o Parlamento e a sociedade. O mandato não pode ser utilizado para promover conflito e desordem. Trata-se de reiteradas condutas que afrontam o decoro e a dignidade do mandato”, afirmou.
A representação fundamenta-se no artigo 55 da Constituição Federal, no artigo 59 da Constituição Estadual e na Resolução nº 7/2025 da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, que trata do Código de Ética. O pedido prevê a abertura de processo ético-disciplinar, a oitiva dos policiais envolvidos, a coleta de provas e, ao final, a cassação do mandato de Renato Freitas, caso as acusações sejam confirmadas.
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Por Assessoria de Comunicação: Andrea Quadros
Foto: Alep