Deputado Delegado Tito Barichello promove audiência pública sobre saúde mental de profissionais da segurança no Paraná

O deputado Delegado Xerifão é autor do Projeto de Lei nº 236/2025, que institui o Cadastro Estadual de Suicídio, Vitimização e Doenças Psicológicas dos Profissionais da Segurança Pública do Paraná, com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas à saúde física e mental desses profissionais. Além disso, por meio de uma emenda coletiva apresentada pelo deputado Xerifão, junto com outros deputados, destinou R$ 10 milhões para ações de apoio psicossocial. Os recursos visam à implantação de espaços e serviços especializados para prevenção e recuperação da saúde mental dos agentes.

O deputado estadual Delegado Tito Barichello (União), líder do Bloco Parlamentar de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná, promoveu na tarde desta quinta-feira (19), no Plenarinho da Casa, uma audiência pública para debater a saúde mental dos profissionais da segurança pública e privada no estado.

A iniciativa reuniu especialistas, representantes sindicais e membros das forças de segurança, evidenciando a gravidade do cenário enfrentado por esses trabalhadores em todo o país.

O deputado Delegado Xerifão é autor do Projeto de Lei nº 236/2025, que institui o Cadastro Estadual de Suicídio, Vitimização e Doenças Psicológicas dos Profissionais da Segurança Pública do Paraná, com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas à saúde física e mental desses profissionais. Além disso, por meio de uma emenda coletiva apresentada pelo deputado Xerifão, junto com outros deputados, destinou R$ 10 milhões para ações de apoio psicossocial. Os recursos visam à implantação de espaços e serviços especializados para prevenção e recuperação da saúde mental dos agentes. “O Brasil vive uma verdadeira catástrofe quando falamos da saúde mental dos policiais. Não é um problema de um estado específico, é uma realidade nacional”, afirmou o parlamentar.

Segundo o deputado delegado Xerifão, dados alarmantes revelam que, em média, um policial tira a própria vida a cada três dias no país. “Muitas vezes, é mais provável que um policial morra por suicídio do que em confronto. Isso evidencia o nível de sofrimento desses profissionais”, alertou.

Durante a audiência, o diretor do Sindicato dos Servidores da Socioeducação do Paraná (Sindesc), Mário César Monteiro, apresentou números que reforçam o cenário crítico. De acordo com ele, cerca de 20% da população geral apresenta algum transtorno mental, índice que ultrapassa 40% entre os profissionais da segurança.

Outro ponto destacado foi a expectativa de vida desses trabalhadores. Enquanto a média nacional varia entre 73 e 75 anos, entre policiais esse número cai para aproximadamente 62 anos. “O sistema só funciona com servidores em condições físicas e mentais adequadas. Não adianta investir em estrutura se o profissional não estiver bem”, afirmou.

Monteiro também criticou a falta de efetividade das leis já existentes. “Diversas legislações foram aprovadas nos últimos anos, mas não saíram do papel”, disse.

Representantes de diferentes categorias apontaram fatores comuns para o adoecimento mental, como sobrecarga de trabalho, déficit de efetivo, exposição constante ao risco e falta de suporte institucional.

O policial penal Cristiano da Luz, do Sindarspen, afirmou que mais de 50% dos profissionais da área já relataram problemas relacionados à saúde mental. Entre as propostas, ele defendeu a criação de uma rede de atendimento especializada e a revisão das regras de aposentadoria da categoria.

Já a presidente do Sinclapol, Valquíria Gil Tisque, destacou que o aumento da demanda sem a reposição de efetivo agrava o problema. “A sobrecarga impacta diretamente a saúde dos policiais e a qualidade do serviço prestado à população”, afirmou.

A psicóloga Jéssica Tonioti da Purificação, representante do Conselho Regional de Psicologia do Paraná, ressaltou que os transtornos mais frequentes entre esses profissionais são ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. “Essas condições podem evoluir para quadros mais graves, incluindo ideação suicida, o que é ainda mais preocupante em uma categoria com acesso facilitado a meios letais”, alertou.

Ela defendeu a adoção de políticas preventivas, com acompanhamento contínuo e atenção aos fatores psicológicos, ambientais e estruturais da atividade policial.

O debate também abordou a necessidade de cumprimento da Lei 14.531/2023, que reforça a importância da saúde mental nas políticas públicas de segurança ao atualizar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Além de representantes de diversas entidades e associações da área da segurança, o evento contou com a participação da vereadora de Curitiba, Delegada Tathiana (União). Em sua fala, ela compartilhou experiências vivenciadas em delegacias, com destaque para a atuação da NUCRIA, ressaltando a complexidade dos atendimentos e o impacto emocional enfrentado pelos profissionais que lidam diretamente com casos de violência contra crianças e adolescentes.

Para o deputado Delegado Tito Barichello, o enfrentamento do problema exige atuação conjunta do poder público e da sociedade. “Precisamos avançar com ações concretas e eficazes. Cuidar da saúde mental desses profissionais é também garantir mais segurança para toda a população”, concluiu.

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Por Assessoria de Comunicação: Andrea Quadros

Foto: Alep